Apresentação
Desde 2002 a Jornada Científica do Centro Universitário Vila Velha vem se consolidando como um evento de grande importância para a Instituição tendo em vista sua crescente adesão por parte não apenas dos alunos e professores da UVV, como também da comunidade científica tanto do estado quanto do país.
Tem como principal objetivo divulgar a produção científica, representada pelas pesquisas, iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso, além dos projetos de extensão, realizados pelo corpo docente e discente da UVV e outras Instituições de Ensino Superior, com o intuito de identificar as tendências, demandas e dinâmicas verificadas nos diversos campos da ciência, da sociedade e das comunidades mais diretamente envolvidas.
O ano de 2011 foi escolhido pela UNESCO como “ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS”.
De acordo com a UNESCO as florestas fornecem abrigo para as pessoas e um habitat para diversidade biológica, são uma fonte de alimentos, medicamentos e água potável e desempenham um papel vital na redução da poluição do ar, na estabilização do clima e do meio ambiente mundial, além de promover a manutenção e fertilidade do solo. Também disponibilizam produtos madeireiros e não madeireiros e oferecem, ainda, serviços de recreação e turismo. A união de todos esses elementos reforça a ideia de que as florestas são vitais para a sobrevivência e o bem estar dos sete milhões de pessoas que povoam nosso planeta.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, servindo de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantindo, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhão de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre. Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de U$ 327 bilhões todos os anos, mas infelizmente as atividades que se baseiam na derrubada das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo.
O Brasil é o segundo país com a maior extensão florestal do planeta sendo a Rússia o primeiro. Possui 516 milhões de hectares de florestas naturais e plantadas, o que equivale a 60,7% do território nacional, de acordo com dados do Serviço Florestal Brasileiro SFB.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) definiu algumas funções prioritárias para o uso de áreas florestais. No Brasil, a maior parte das florestas (cerca de 190 milhões de hectares) ainda tem uso prioritário desconhecido ou indefinido. Entretanto, já existem 128.244.660 de hectares ocupados por reservas de desenvolvimento sustentável, extrativistas e terras indígenas. Estas áreas são consideradas como função prioritária de serviço social por incluir populações indígenas e comunidades tradicionais entre as beneficiárias do uso da floresta.
Os outros biomas de florestas brasileiros compreendem os seguintes usos: 85.148.800 de hectares para proteção do solo e recursos hídricos; 49.991.010 de hectares para conservação da biodiversidade em Unidades de Conservação federais e estaduais, em sua maioria de proteção integral; 32.284.110 de hectares para a produção madeireira e não madeireira em florestas nacionais, estaduais e florestas plantadas e 30.798.320 de hectares de áreas de conservação de uso sustentável que permitem usos múltiplos dos recursos naturais.
Segundo os dados do Ministério do Trabalho as florestas brasileiras também garantem 615.947 empregos formais. Grande parte destes trabalhadores, cerca de 172.740, ocupa cargos na indústria moveleira. O segundo lugar no ranking de postos de trabalhos em territórios florestais é do setor de produção de celulose e papel (163.182), seguido pelo ramo de desdobramento de madeira (83.114), produção florestal em florestas plantadas (62.877), atividades de apoio à produção florestal (44.419), produção de estruturas e artefatos de madeira (43.742) e produção florestal em florestas nativas (6.382).
Segundo a UNESCO “o Brasil vem participando ativamente das discussões sobre florestas no plano multilateral, nas quais defende um tratamento equilibrado do tema, focalizando a atenção devida a todos os sistemas florestais (tropicais, boreais e temperados) e no tratamento abrangente (econômico, comercial, social, cultural e ambiental) das questões relacionadas ao manejo sustentável dos recursos florestais. O debate sobre florestas envolve, portanto, assuntos de extrema relevância, como a conservação e uso sustentável da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a promoção do desenvolvimento sustentável e a repartição justa e equitativa dos benefícios resultantes da utilização de recursos genéticos e de conhecimentos tradicionais”.
Desse modo todas as grandes áreas do conhecimento científico (Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes) poderão contribuir para a preservação, a conservação e o uso sustentável das florestas brasileiras, quer seja através da pesquisa, da inovação tecnológica, da extensão ou do ensino.
Abrindo caminho para os debates e em consonância com a UNESCO a IX Jornada Científica da UVV, será realizada de 24 a 28 de outubro de 2011, juntamente com a Jornada Cultural, terá como tema central FLORESTAS PARA TODOS E TODOS PELAS FLORESTAS.