Jacarés de papo amarelo habitam a cidade

13, dezembro de 2018

O estado do Espírito Santo está imerso na Mata Atlântica, local que abriga grande população de jacarés de papo amarelo, o símbolo da mata. Mas, a urbanização e a perda do habitat têm demonstrado ser um risco para os animais.

Pensando nisso, o nosso professor de #MedVetUVV, Marcelo Renan de Deus Santos, e presidente do Instituto Marcos Daniel, com a participação do nosso egresso de Medicina Veterinária, Yhuri Nóbrega, criaram o Projeto Caiman, que nasceu da necessidade de cuidar dos jacarés da Mata Atlântica.

O nome ‘Caiman’ surgiu da denominação científica do jacaré do papo amarelo, Caiman latirostris. Esse jacaré pode viver de 50 a 70 anos, medindo dois metros, em média. O Projeto Caiman é uma iniciativa pioneira de pesquisa e conservação das populações da espécie, gerando dados técnico-científicos de saúde e ecologia da espécie, em parceria com a ArcelorMittal.

                                                                                                                    Créditos: Leonardo Merçon

As atividades do projeto vão muito além da monitoração. Atuam com estudos no “santuário dos jacarés”, na ArcelorMittal Tubarão, em uma área com mais de 400 jacarés. Promovem ações de conscientização da população, capacitam professores da rede municipal para atuarem como multiplicadores, trabalham com a formação de jovens pesquisadores, educação e sensibilização ambiental para a sociedade e também realizam o Disk Jacaré.

O serviço do Disk Jacaré é acionado quando a população encontra um animal fora de seu habitat. A equipe se direciona imediatamente ao local, visto que tem sido cada vez mais comum encontrá-los em rodovias e ambientes urbanos. Biólogos e veterinários são responsáveis pelo resgate, recuperação, tratamento e devolução do animal para o seu ambiente natural. Para entrar em contato, o telefone é (27) 99573-4483.

Mais do que o cuidado, em um estudo realizado pela equipe, foi descoberto que os jacarés estão se tornando animais de cidade. Por meio de um modelo matemático, foi constatado que na cidade, ele está prosperando mais do que no ambiente natural. No ambiente natural, o animal é caçado, a perda de habitat é gigantesca e as áreas de ocorrência natural foram reduzidas. Já nos entornos das cidades, principalmente nas áreas de brejos e valões, os jacarés encontram alimentos e conseguem sobreviver.

O projeto capixaba inaugurou o primeiro centro de conservação, pesquisa e educação ambiental de jacarés do Brasil, e está de portas abertas no Parque Municipal da Fazendinha, em Jardim Camburi. Hoje, o Caiman é referência em conservação no Brasil e a cada dia procura novas maneira de​ mudar e ajudar a realidade da preservação da biodiversidade.

Para conhecer mais sobre o Projeto Caiman, clique aqui.